R$ 71,5 bilhões é o que faturou o setor de embalagens em 2017 e empresas apostam nisso para crescer

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– R$ 71,5 bilhões é o que o setor de embalagens faturou em 2017, um aumento de mais de 10% quando comparado ao ano anterior.
– Com 60% das decisões de compra sendo tomadas em frente às gôndolas, embalagens tornam-se diferencial para atrair o consumidor
– Para competir com os destilados importados, a Reserva 51, da Cia Mller, apostou na embalagem e abriu mais de 1,3 mil pontos de venda voltados a um público sofisticado

A embalagem tem o objetivo de conectar a marca e o consumidor, além de definir o valor que será atribuído ao produto. Quem está no mercado sabe que o tema não é novo. Nessa disputa, os detalhes são fundamentais para chamar a atenção e converter em vendas. Ainda mais em um cenário onde empresas de todos os tamanhos passaram a ser desafiadas a competir para a sobrevivência e o sucesso dos negócios. “O consumidor utiliza a embalagem como um importante item de referência na hora de avaliar e escolher produtos. Mais do que proteger o produto, a embalagem possui a capacidade de atrair o consumidor e despertar desejo nele. Sai na frente quem observa os detalhes”, afirma Marcelo Falcão, diretor da Premier Pack, líder na fabricação e fornecimento de embalagens premium e standards para os mais diversos segmentos.

A indústria brasileira de embalagem produziu o equivalente a R$71,5 bilhões em 2017, segundo o Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV: desempenho da indústria de embalagem em 2017 e perspectivas para 2018, pouco mais de 10% quando comparado ao ano anterior. Em volume físico, a produção foi positiva em 1,96%, após 3 anos de quedas. Enquanto isso, segundo o mesmo estudo, o nível de emprego atingiu, em dezembro, 218.146 postos de trabalho. Esse contingente é 1,12% superior ao de dezembro de 2016, que ficou 2,28% abaixo do de 2015.

Os desafios do mercado de embalagem
Segundo o relatório anual “Breakthrough Innovation Report”, da Nielsen, o design das embalagens é um dos principais fatores de sucesso por trás dos novos produtos lançados na Europa. Algo que por aqui ainda é bastante tímido.

O documento ainda aponta 11 casos de sucesso, sendo que todos eles geraram pelo menos 7,5 milhões de euros em vendas no primeiro ano de lançamento e mantiveram pelo menos 90% desse valor no segundo ano. O estudo analisou 9.900 lançamentos na Europa. Entre as categorias que mais investem em inovação de embalagem, segundo o mesmo estudo, são da categoria de Alimentação (38%) e Bebidas (18%).

Cerca de 60% das decisões são tomadas por impulso, segundo o relatório. E mais: 56% dos consumidores europeus dizem descobrir novos produtos em loja contra 45% que dizem o mesmo relativamente a anúncios de televisão.

Cachaça
A bebida destilada mais consumida no Brasil não poderia ficar de fora. O Brasil produz hoje, em média, 700 milhões de litros de cachaça por ano, segundo o Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento da Cachaça (Ibrac). As vendas de cachaças tradicionais estão estáveis; já as de cachaças premium crescem cerca de 7% ao ano. E com 60% das decisões de compra sendo tomadas em frente às gôndolas, uma infinidade de marcas reposicionaram seus produtos para vender mais, como é o caso da Reserva 51, da Cia Mller. A fabricante apostou na embalagem para competir diretamente com os destilados importados. Com a linha Reserva 51, a Cia. Mller abriu mais de 1,3 mil pontos de venda em canais como empórios, restaurantes e mercados de todo o país voltados a um público sofisticado.

Com 9 em cada 10 brasileiros dispostos a pagar por produtos premium com elevados padrões de qualidade, segundo o mesmo instituto, a embalagem ganha cada vez mais relevância como ferramenta de comunicação. “Essa é uma aposta do mercado que têm crescido nos últimos anos, mostrando grandes oportunidades para empresas a utilizarem como diferencial competitivo para atrair o consumidor no momento da sua decisão final, no ponto de venda”, afirma Marcelo.

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