Marketing, Digital e Inovação foram discutidos durante Arena Experience na Feira EBS

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A Arena Experience, espaço que concentrou os conteúdos para os participantes da 16º Feira EBS – Evento Business Show movimentou o primeiro dia da Feira, que acontece até o final da tarde de hoje no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, trouxe diversos temas relacionados ao mercado de eventos e de treinamento.

Foram duas Arenas simultâneas, a Arena Experience 1 começou abordando sobre a importância da previsão de comportamentos antes da elaboração de campanhas – o chamado Marketing Preditivo. “Predição é um só um nome bonito pra falar de marketing com ciência de dados”, afirmou Marcel Ghiraldini, VP e co-fundador da Math.

Ele explicou que as ações planejadas com base somente na capacidade humana de raciocínio perdem assertividade. “A tecnologia do cruzamento de dados já me permite questionar os fatores que levam as pessoas a terem determinados comportamentos. E posso também prever o que acontecerá, com base em resultados passados e quantidades de variáveis que consegui captar. Não se trata apenas de big data, mas big data orientada àquilo que dá consumo e que é público. Assim consigo fazer ações pra ser mais assertivo”, disse.

André Rodrigues, CEO da Moblee, falou, na sequência, sobre a lacuna entre o digital e o offline no mercado de eventos. “Ninguém duvida da eficiência do marketing digital e ele não vai substituir o encontro físico. O desafio está no mindset dos organizadores. A maioria usa uma métrica única para planejar ações, que é o número de inscritos, mas é preciso saber usar as ferramentas para conhecer e entender a jornada do meu visitante até o meu evento. Outro detalhe importante é como trabalhar para que meu público tenha uma imersão mais relevante com a utilização de tecnologia durante o evento”, enfatizou.

Rodrigues falou também sobre a importância de gerar valor para o expositor. “Até quando vamos vender chão e acreditar que os expositores são obrigados a estarem no evento, apenas com espaço e uma perspectiva de público? Evento é sobre pessoas. Tecnologia pra eventos tem que ser encarada como um caminho estratégico para que eu impacte mais os parceiros e os participantes”.

A Dra. Marielly Marques, advogada trabalhista do Grupo R&NV Consultoria, palestrou sobre as características e aplicações da contratação dos trabalhadores intermitentes, que tem por característica a ocorrência de trabalho e de espaços inativos, comuns no mercado de eventos. Após explicar como funciona o modelo, ela lembrou sobre as 10 ocupações de trabalho intermitente que mais apresentaram vagas em 2017: assistente de vendas, servente de obras, garçom, vigilante, mecânico de manutenção de máquinas, faxineiro, operador de caixa, atendente de lanchonete, eletricista e soldador.

Na sequência, Rafael Rez, fundador da Nova Escola de Marketing, falou sobre a importância do marketing de conteúdo. “Tudo está relacionado com o conteúdo, se não temos uma mensagem para passar, nada faz sentido. A audiência desenvolvida vira contatos, que podem se tornar clientes”, pontuou. Rez explicou que o objetivo de criar conteúdo é gerar a sensação nas pessoas de que era exatamente aquilo que elas estavam procurando. “Marketing é sobre resolver problemas, interagir, ajudar”.

Karina Israel, co-fundadora & CCO da GCO YDreams Brasil, compartilhou com os participantes sobre o Phygital e o como a intersecção entre o físico e o digital atua na experiência do cliente. “Continuamos necessitando do âmbito humano, apesar do digital, a resposta para tudo são as pessoas”, afirmou. Ela lembrou que a experiência física alcança maior relacionamento e envolvimento entre marcas e pessoas e que é perfeitamente possível unir este detalhe à tecnologia. “Importante é fazer algo que surpreenda e envolva”, pontuou.

Alexandre Mutran, gerente de comunicação regional da TV Globo, falou sobre os aprendizados do Experiential Marketing Summit, o maior e mais importante evento de live marketing nos Estados Unidos. Realidade misturada (real + virtual); tudo personalizado – as pessoas querem experiências únicas; experiências que viabilizem compras (de ideias, causas, produtos ou serviços); experiências sociais na origem – momentos onde as pessoas se sintam obrigadas a fotografar e compartilhar; e o uso de dados foram as macrotendências trazidas. Já as experiências iniciadas pelo usuário – ligadas à gamificação; fazer o bem; fazer por merecer; trocas de experiências; vitrines e vending machines; experiências adaptáveis; momentos de fazer; design de superfícies; festivalização de experiências; esforço hercúleo – pra fazer ações que geram repercussão grande; formiga atômica – ações pequenas que geram repercussões; e B2B2C foram as micro tendências compartilhadas.

A futurista Beia Carvalho, presidente da Five Years From Now, enfatizou que empresas e profissionais que não inovam estão fadados à “morte” no mundo corporativo. “Num mundo que salta, quem está andando está parado. E quem está parado, está andando pra trás. O jogo mudou e nós, como empreendedores, empresários, temos que pensar se queremos aprender as novas regras de um velho jogo ou um jogo novo que vai mudar as nossas vidas e nossas empresas”, afirmou. Seu conteúdo trouxe, ainda, uma comparação entre a antiga e a “nova era”. “A nova era vê o todo, é intuitiva, tem imaginação, vê o presente e o futuro, é holística, corre risco, opera por caminhos transversais e não lineares. É complexa e não complicada, onde os talentos irão resolver problemas não óbvios; onde não há lugar para chefes, mas sim líderes e que pede colaboração”.

Para finalizar, Alexandra Goto, diretora de marketing e BI na UBM Brazil, falou sobre as ferramentas, os principais objetivos do marketing e as características do B2B. “É um mercado mais restrito, as vendas são técnicas e complexas e onde o vendedor será sempre um evangelista, porque é preciso convencer que seu produto ou serviço é o mais adequado. Um ambiente onde as compras não são decisão única”, disse. Ela lembrou que as Feiras de Negócio são uma das principais ferramentas para as negociações B2B. “As feiras já nos trazem o público interessado em ouvir e comprar algum tipo de produto. Elas aceleram todo o funil de vendas, otimizam a geração de leads, super segmentados e qualificados”.

A EBS é produzida pelo Grupo EventoFacil, que organiza e promove feiras de negócios e eventos de relacionamento, publica revistas, guias e aplicativos, e foi o criador do primeiro clube exclusivo para gestores de eventos – o EBS Buyers Club. Especialista no segmento MICE, o grupo trabalha com foco nos profissionais que possuem demandas para eventos corporativos, incentivos, treinamentos, congressos e feiras.

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