Marketing de influência é a grande aposta das empresas

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As redes sociais mudaram completamente a forma como o consumidor interage com conteúdo publicitário, e as empresas já perceberam essa transformação. Métodos tradicionais, sobretudo na TV, estão ficando ultrapassados, e a bola da vez é a aposta em marketing de influência. Não é à toa que oito em cada dez empresas terão orçamento exclusivamente dedicado a esse tipo de marketing, segundo a agência global Relatable.

De acordo com um estudo do Influencer Market Hub, uma das referências no setor, apostar em influenciadores traz, em média, um retorno de 7,65 dólares para cada dólar de investimento. “Observamos que em algum caso esse retorno pode ser ainda maior, porque o impacto é bastante significativo. As empresas sabem que investir em influenciadores e campanhas digitais, a curto prazo, tem trazido resultados mais positivos do que outras formas de marketing”, diz Sérgio Tristão, especialista em marketing digital e CEO da First 4 Digital, uma das principais empresas brasileiras deste segmento.

Segundo Tristão, dois fatores são muito valorizados pelas empresas na hora em que querem anunciar seus produtos ou serviços: a espontaneidade dos influenciadores e o storytelling, ou seja, a construção de uma narrativa que articula todo o potencial da marca de uma forma criativa. “Essas práticas estabelecem uma maior proximidade com os consumidores, especialmente no ambiente digital”, completa o especialista.

Nativos digitais ganham espaço

Nessa nova realidade do marketing de influência, buscar por celebridades ou influenciadores com dezenas de milhões nem sempre é a estratégia mais eficaz. Um estudo do Collective Bias revela que 30% dos consumidores são mais propensos a comprar um produto quando ele é recomendado por um influenciador que seja nativo digital, enquanto que apenas 3% são mais influenciados por celebridades. “As empresas precisam atingir o seu público-alvo, e ajudamos a encontrar os influenciadores que melhor se encaixam em seu perfil. Nem sempre o número de seguidores ou de curtidas é um requisito preponderante nessa escolha”, aponta Tristão.

Em relação às redes sociais, o Instagram segue sendo a mais preponderante no mercado de marketing de influência (usado por 90% dos influenciadores em campanhas digitais), seguido por Facebook (42%) e Youtube (37%). No entanto para Tristão, a plataforma de vídeos merece bastante atenção para os próximos anos. “Em muito breve, a audiência do Youtube será maior que a da televisão no Brasil. As empresas que querem se destacar nesse segmento precisam se antecipar a essa tendência, que é mundial’, completa o CEO da First 4 Digital.

No caminho contrário, buscando a atenção de empresas e patrocinadores, ou até mesmo um possível retorno à mídia, Tristão já criou diversos projetos para a internet encomendados por celebridades como Guilhermina Guinle, Fernanda Keulla, Mirella Santos e Ceará, Dani Souza e o jogador Dentinho, que juntos somam mais de 160 milhões de visualizações. “Um dos formatos que mais faz sucesso no YouTube são os reality shows. Um dos braços da empresa é a criação de conteúdo, e desenvolvemos projetos que conectam os influenciadores às marcas. Eles também acabam nos procurando visando um retorno à mídia ou até mesmo atingir um novo público na internet”, conclui Tristão

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