Fabrício Granito: Efeitos da recessão na produção de eventos corporativos – a saída é proporcionar boas experiências

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Desde 2015, o mercado de eventos corporativos sofre com os impactos da crise financeira experimentada pelo país. Não houve apenas uma diminuição do número de eventos realizados, mas também uma redução do budget disponibilizado para essa área. As empresas estão trabalhando com orçamentos, aproximadamente, 30% menores. No entanto, a necessidade da realização de treinamentos e cerimônias não deixou de existir, o que exige mais criatividade e planejamento para apresentar soluções inteligentes.

Um bom evento não precisa ter, necessariamente, um gasto exorbitante. O importante é ter planejamento estratégico, conhecer o público alvo que está sendo atendido e as necessidades da empresa que contrata o serviço de produção. Engana-se, por exemplo, quem pensa que o espaço ou o buffet são as principais estrelas da peça. É certo que há de se escolher bem tais coisas, no entanto, o que vale nessa hora é negociar, sendo assim, é possível adaptar locações e buscar opções mais em conta para alimentos e bebidas.

A pesquisa de preço é importante, é bom apresentar ao cliente alternativas com valores mais acessíveis. A construção de boas relações com empresas parceiras e fornecedores faz a diferença nesse momento. É por isso que o Grupo Hel é capaz de apresentar boas soluções para seus clientes. Com uma vasta experiência neste mercado, nós conseguimos obter boas negociações propondo contrapartidas para nossos parceiros.

Neste ano, tivemos um retorno muito positivo do trabalho que realizamos na premiação do GPTW (Great Place to Work), por exemplo. Com um orçamento enxuto, ainda assim nós entregamos um evento impactante.

O retorno veio rápido e fomos muito elogiados quanto à experiência que proporcionamos. Houve até empresa que já reservou mesa para edição do próximo ano. O diferencial deste case é que priorizamos o entretenimento e conseguimos trazer boas atrações mesmo com o budget enxuto. Num evento corporativo o importante é causar impacto, são das atrações que os expectadores irão se lembrar e levarão consigo para casa. A escolha de um bom palestrante pode ser o ponto de toque na experiência vivida pelo expectador.

A tendência da vez é essa: provocar bons momentos. Por isso se observa o crescimento da realização de eventos interativos e com formatos menores. Cada vez mais se busca a aplicação de apps e outras tecnologias que permitam um contato maior entre público e palestrantes ou realizadores. A experimentação dos produtos e serviços também é um modismo que vem com força neste ano. É com esse tipo de experiência, de acordo com um levantamento realizado pela ABEOC (Associação Brasileira de Eventos Corporativos), que o mercado espera fechar o ano em crescimento.

 

Fabrício Granito, CEO do Grupo Hel

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