Estudo aponta retomada nos investimentos em mídias sociais e novos formatos de conteúdo na pandemia

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A Socialbakers, que atua em soluções para a otimização de performance corporativa em redes sociais, divulga novo relatório abrangente sobre as tendências no bilionário mercado de publicidade nas redes sociais. O estudo detalha as transformações do marketing de influência e da publicidade paga à medida que as marcas se adaptam à pandemia de Covid-19 no mundo todo. Algumas das principais conclusões do relatório incluem o retorno aos níveis pré-pandêmicos em áreas como orçamentos de publicidade, custo por clique (CPC) para anúncios pagos e a quantidade de tempo que os usuários do Facebook passam online. O levantamento também apresenta um aumento significativo na quantidade de vídeos orgânicos utilizados nas mídias sociais, tendência essa que apresenta aos profissionais de marketing uma alta taxa de engajamento do público que está em home office ou cumprindo o isolamento social.

“O segundo trimestre foi dinâmico do ponto de vista de marketing. Vimos a publicidade paga se recuperar e o CPC aumentar à medida que as empresas voltaram ao normal na maioria das regiões e setores”, afirma Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers no Brasil. “Vimos uma queda nos gastos com anúncios no início de junho, principalmente nos EUA, o que corresponde a #BlackoutTuesday. No entanto, os gastos com anúncios voltaram ao normal quase imediatamente. Houve outra queda nos gastos com anúncios no final de junho, provavelmente relacionada aos boicotes a anúncios que também devem afetar os números no terceiro trimestre de 2020”.

Gastos com anúncios aumentam e avançam para níveis pré-pandêmicos
Em todo o mundo, os gastos com anúncios em mídias sociais aumentaram significativamente. Globalmente, as marcas gastaram 26% mais em publicidade em comparação ao final do primeiro trimestre, quando os orçamentos ainda eram muito impactados pela pandemia de coronavírus. Todos os setores analisados pela Socialbakers mostraram um aumento nos gastos com anúncios nos últimos três meses. No entanto, houveram casos em que os gastos com anúncios caíram temporariamente, provavelmente devido ao movimento #BlackoutTuesday e ao boicote a anúncios no Facebook organizado por direitos civis e grupos ativistas. O impacto do boicote nos anúncios do Facebook foi mais sentido na América do Norte, onde os gastos diminuíram 31,6% nas duas últimas semanas do segundo trimestre. Como esse boicote deve durar pelo menos até julho, os gastos com anúncios provavelmente continuarão a diminuir no início do terceiro trimestre.

Custo por clique aumenta no mundo, mas índice ainda é baixo na comparação anual
O custo médio por clique dos anúncios pagos online aumentou 55,3% depois de atingir seu ponto mais alto no início de março, antes da Covid-19 afetar todo o mundo. O maior índice de crescimento foi registrado no sul da Europa, chegando a 94%. Para todas as marcas, o CPC aumentou 42,7%, chegando a US$ 0,107. No entanto, nos principais feeds, o CPC ainda mostra um declínio ano após ano, o que significa que ainda existe uma oportunidade para marcas que possuem um bom orçamento atingirem um público maior com seus conteúdos.

Usuários do Facebook retornam à atividade online pré-pandêmica
Os dados da Socialbakers também indicam que, à medida que as comunidades em todo o mundo começaram a sair da quarentena, o tempo que passavam online voltava em grande parte aos níveis pré-pandêmicos. As interações relativas do Facebook caíram de 100% para 50,8% no segundo trimestre, mas voltaram a aumentar no final do trimestre. Essa redução foi principalmente um retorno ao nível normal após um pico anormal em meados de março, quando muitos iniciaram o período de isolamento.

Publicações com vídeos aumentam e mostram grande potencial
No começo da pandemia, em março de 2020, o conteúdo em vídeo registrou picos de interesse nas plataformas de mídia social. O Twitter, que contém mais de 20% dos tweets feitos por páginas de marcas, lidera com a maior porcentagem desse formato comparado ao Facebook e Instagram. No caso do Instagram, os vídeos representaram 17,1% de todas as postagens das marcas, um aumento de 16,3% em relação ao segundo trimestre de 2019. Já o Facebook registrou um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado, com os vídeos representando 18% do conteúdo nessa plataforma. Além disso, o uso do Facebook Live aumentou 27% em comparação com o segundo trimestre de 2019 e 126% nos últimos quatro meses, se tornando o formato com maior engajamento da plataforma.

“Vídeo é uma ótima maneira de gerar engajamento orgânico, já que os profissionais de marketing tentam alcançar o público que ainda está em casa”, pontua Alexandra. “Devido aos seus níveis consistentemente altos de engajamento, prevemos que muitas marcas continuarão aproveitando o Facebook Live e as transmissões ao vivo no terceiro e quarto trimestres. Para nós, a mensagem está clara. As marcas que não investirem em lives estão deixando de lado uma oportunidade de engajar mais”, conclui.

Metodologia do relatório
Os Social Media Trends Reports refletem o banco de dados da Socialbakers no início do trimestre seguinte ao trimestre do relatório. Os dados são extraídos uma vez e não são atualizados entre as liberações.

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