Estudantes brasileiros diminuem distância entre o Vale do Silício e o Brasil

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Nesta época de transformação da indústria da comunicação, na qual a publicidade tradicional está abrindo espaço para o marketing de experiência, e 32 anos depois de trabalhar com a criação dessas mesmas experiências, achei que tivesse visto de tudo. Ledo engano! Experimentei magia e aprendi muito sobre um novo Brasil.

Acreditando no sonho de diminuir as distâncias das inovações do Vale do Silício, topei colocar minha agência para voluntariar na organização do Brazil at Silicon Valley (B@SV), um projeto que nasceu de um grupo de alunos brasileiros de Stanford com objetivo de diminuir as distâncias entre o centro inovativo do Vale do Silício e o Brasil, que teve cerca de 18 meses para receber ou adaptar as novidades disruptivas da nossa era através de palestras e workshops.

Era para ser um evento simples, para 300 convidados. Uma conferência com network de influenciadores e gestores de grandes empresas brasileiras engajadas em fazer transformações de base no Brasil, juntamente com inovadores e gestores que estão se despontando ou estabelecidos no Vale do Silício.

Acreditava, de início, que o desafio maior seria quórum. Por ser um evento “estudantil” participantes e palestrantes pagariam pela própria logística. São muitos os eventos simultâneos na região, como novidades tanto na área acadêmica, quanto lançamentos de startups que precisam ser apresentadas ao público.

Para minha surpresa, a curadoria de convidados (sim a lista foi trabalhada nome a nome e considerou convidar somente pessoas com grande influência em mudanças no Brasil) elevou o nível de exigência ao ponto de mais de 70% serem “celebridades”, investidores e executivos C Level.  Pessoas que fazem buzz na mídia. Uma lista que nunca tinha visto antes.

Estaticamente, entre 5% e 7% deste público chega a sequer ler os e-mails de convite. Patrocinadores potenciais fogem deste tipo de ação organizada por estudantes dentro do campus. Foi então que a magia se iniciou, já no envio dos convites.

Dois dias depois de dispararmos os e-mails da primeira leva, mais de 30% dos VIPs já haviam confirmado presença, e as outras vagas foram tomadas imediatamente. 

Tivemos que sair das salas de Stanford para o Computer History Museum, um dos maiores espaços de eventos do Vale do Silício e usar a capacidade máxima de 800 lugares. Lembrando que quase todos os convidados vieram do Brasil.

Colapso total na hotelaria e transporte aéreo internacional por aqui. Os temas da conferência Edutech, Fintech, Govtech e Healthtech reuniram 56 palestrantes, como Carlos Brito (CEO da Anheuser-Busch), Frederico Trajano (CEO da Magazine Luiza), Hugo Barra (VP no Facebook), Jorge Paulo Lemann (filantropo e empresário) dividiram palco com Luciano Huck (apresentador e empresário), Romeu Zema (Governador do Estado de Minas Gerais) e Mike Krieger (empresário).

Na hora do almoço, sentavam lado a lado grandes influencers e investidores e iniciaram conversas que estão resultando em novos movimentos para Brasil e Estados Unidos.  Nos dois palcos foram apresentadas propostas de mudança, modelos de sucesso, inspirações e novidades disruptivas. Todas com foco na melhoria do Brasil.

Já tenho visto várias das iniciativas decolarem e várias outras propostas discutidas estão na iminência de serem colocadas em prática. Gostaria muito que este evento fosse o início de um movimento e que principalmente na área de educação, onde vejo as maiores mudanças com advindo da neurociência, design e outras áreas focando em resolver gaps e deficiências e que pode elevar o Brasil a um novo patamar e realmente acabar com várias dificuldades que sentimos nos dias atuais. Vi uma fagulha pegar fogo. Qual o próximo passo para que tenhamos todas essas mudanças em prática?

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