Comunicação é esporte coletivo

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Meus conhecimentos sobre futebol são muito ruins. Péssimos, até. Para exemplificar o nível de péssimo, até poucos anos atrás eu não entendia direito o que era impedimento. Mesmo assim, entendo o suficiente pra saber que futebol é um esporte coletivo, onde o sucesso do time depende da soma harmoniosa das diferentes habilidades de seus jogadores. 

Em Comunicação o princípio é o mesmo. Como no futebol, no vôlei e em tantos esportes coletivos, o sucesso de uma boa estratégia está em entender as características e habilidades de cada meio ou ferramenta, escalando a melhor seleção.

Por isso, fico preocupado quando aparece alguém dizendo que uma linguagem vai substituir a outra, que uma ferramenta é melhor do que outra. Penso que essa é uma visão equivocada, já que comunicação é um jogo de time: as diferentes linguagens e ferramentas se complementam.

Ao invés de pensarmos se um meio, ferramenta ou linguagem é melhor ou pior que outro, devemos pensar naqueles que são mais adequados para o público, para a marca, para a situação e a mensagem que queremos transmitir.

Cada meio tem suas características: a TV, com seu alcance nacional, tem a capacidade de levar a mesma mensagem para a quase totalidade dos lares brasileiros, enquanto a internet e as redes sociais, com seus algoritmos, podem entregar mensagens direcionadas para cada usuário, de acordo com seus hábitos de navegação. O rádio e os jornais falam de maneira regionalizada com comunidades de todas as partes. 

Quando pensamos nas estratégias de Live Marketing essa importância de se jogar em time fica ainda mais evidente. Quando realizadas de forma isolada, sem apoio de outras ferramentas de comunicação, ações e experiências ao vivo podem se tornar muito caras em relação à quantidade de público impactado. Uma estratégia que inclua outros meios ajuda a ampliar o alcance da ação.

Se não há dúvida de que o Live Marketing é uma das ferramentas mais poderosas para as marcas dialogarem e se relacionarem com seus públicos, é fundamental reconhecer que justamente por se utilizar do contato presencial para oferecer experiências, seu alcance pode ser limitado pelo número de pessoas que cada ação pode atingir.

Esse limite tem basicamente duas origens: o orçamento disponível para realizar a ação (limitando a quantidade de interações) e a própria natureza dessas experiências, já que quanto maior o público presente, menor tende a ser a intensidade dessas interações.

Assim, na maioria das vezes, o Live Marketing depende (ou deveria depender) de outros meios de comunicação, que ampliam o alcance da experiência. Eles ajudam a convidar, mostrar o que está acontecendo e contar o que aconteceu.

Podem ser filmes na TV, spots no rádio, vídeos no Youtube e posts nas redes sociais. Vale até carro de som e cartazes no comércio local, se fizerem sentido para a marca e para o público. Tudo isso ajuda a aumentar o conhecimento das pessoas sobre a ação de Live Marketing.

Com uma estratégia como essa em mente é possível garantir uma boa experiência para quem estava presente na ação, trabalhando o diálogo, o relacionamento da marca com o público. Mas também conhecimento sobre a ação para quem não participou dela, garantindo visibilidade e relevância para a marca.

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