A grande potência digital chamada BRASIL

Fabricio Murakami

Recentemente, a McKinsey & Company, com a ajuda da Brazil at Silicon Valley – um movimento organizado por estudantes brasileiros da Universidade de Stanford – soltou um relatório sobre a visão geral da economia do Brasil, que incluiu o atual cenário digital, empresarial e de inovação. 

No que tange à Macroeconomia, o estudo aponta alguns fatos que são bem interessantes de serem destacados: 

  • O PIB voltou a crescer 
  • A confiança do consumidor e da indústria está elevada 
  • A inflação e a taxa de juros são as mais baixas dos últimos anos 
  • O grau de risco está diminuindo 
  • Os mercados de capitais nunca estiveram tão ativos (tanto que a Ibovespa atingiu seu pico histórico) 

Por outro lado, ainda segundo o estudo, o Brasil deve realizar outros avanços para que esse crescimento seja contínuo e duradouro: 

  • O crescimento da produtividade foi muito pequeno ao longo da última década 
  • O Brasil carece de inovação, patentes e uma força de trabalho qualificada 
  • Não temos players nacionais relevantes em tecnologia e inovação entre as maiores empresas do país 
Percebe-se que as principais empresas brasileiras se mantiveram similares. Nenhuma se destaca em tecnologia, ao contrário do que acontece nos EUA e China

Sob a perspectiva digital, o Brasil se posiciona como um dos grandes consumidores de serviços de tecnologia no mundo. São dados bem impressionantes sobre o comportamento do brasileiro em relação às plataformas digitais. Olha que impressionantes esses números:  

  • Dois em cada 3 brasileiros têm acesso a smartphones e à internet (isso significa quase 140 milhões de aparelhos conectados a internet!) 
  • Passamos mais de 9 horas por dia conectados (uma das maiores taxas do mundo!) 
  • Somos o 2º ou 3º país (dependendo do aplicativo) que mais usa plataformas de mídias sociais (isso inclui Facebook, Instagram, YouTubeNetflix, WhatsApp e Pinterest). 
  • A publicidade digital cresce a taxas de dois dígitos todos os anos (o mesmo ocorre com a economia compartilhada e os serviços de entrega domiciliar) 

 

Apesar desses números impressionantes, o processo de inclusão digital ainda está engatinhando por aqui, afinal:  

  • Acesso e proficiência digital variam muito de acordo com a região, classe social e faixa etária 
  • A velocidade da internet é menor do que em economias desenvolvidas 
  • A penetração do e-commerce ainda é baixa
  • Os brasileiros ainda não realizam muitas transações, nem gastam muito dinheiro online 

 

Brasileiros gastam mais tempo na internet que os americanos.

Ao fazer uma reflexão sobre esse estudo, não pude deixar de observar no dia a dia a quantidade de pessoas que estão olhando a tela do celular no metrô, na sala de espera de um consultório médico, em restaurantes e em diversos outros locais públicos. Faça esse exercício e observe atentamente esse tipo de cenário! Isso me leva a pensar que todas essas pessoas estão expostas a estímulos digitais o tempo todo, em qualquer local (lembre-se que são 9 horas conectadas todos os dias). 

Será que sua mensagem, sua marca ou seu produto está aproveitando esse cenário? Será que você se deu conta da abrangência e da cobertura desse novo fenômeno? 

Acho que uma das grandes vantagens do ambiente digital é a “democratização” do espaço. Ou seja, hoje as empresas não precisam de grandes verbas (como no passado) para poder aparecer e anunciar. Claro, que guardadas as devidas proporções, um empresário pode fazer seu pequeno negócio prosperar utilizando o ambiente digital e diariamente vemos isso dentro da nossa agência. 

 Ah, se você quiser ter acesso ao estudo da McKinseyclica aqui e baixe o pdf do relatório completo! 

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